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Rubel – Beleza. Mas Agora A Gente Faz O Que Com Isso?
25.00€
No seu quarto álbum de estúdio, o trovador brasileiro Rubel regressa às suas raízes com um sublime clássico minimalista de cantor e compositor. Beleza. Mas agora fazemos o quê com isso?, produzido em casa pelo próprio Rubel, o álbum volta a ligar-se ao seu lado acústico: a ideia de usar predominantemente voz, guitarra e cordas. Com influências de bossa nova e MPB na sua essência, o álbum é uma viagem profundamente pessoal e introspetiva, com foco na bela e simples essência das canções.
Com sete composições originais de Rubel, o álbum inclui ainda duas versões magistrais. 'A la Ventana, Carolina', de El David Aguilar, é renovada em português por Rubel sob o título 'A Janela, Carolina', com um ar de clássico há muito esquecido. Para terminar o álbum, Rubel dá o seu toque singular a "Reckoner", dos Radiohead, com o venerado maestro brasileiro Arthur Verocai a acrescentar texturas belíssimas e melancólicas através dos seus arranjos de cordas e metais.
O novo disco leva os ouvintes de volta às origens de Rubel, focando-se na intimidade e imediaticidade da voz e da guitarra, características reveladas no seu álbum de estreia, Pearl, de 2015, e refinadas em Casas, de 2018. O resultado é um repertório pessoal e revelador que contrasta com o seu último álbum, o ousado, inovador e colaborativo As Palavras Vol. 1 & 2, de 2023.
Abordando temas como a passagem da vida, o tempo, o amor, as amizades, as perdas e os ganhos, o álbum é rico em canções delicadas e honestamente compostas. A faixa de abertura do álbum, "Feiticeiro Gozador", cativa instantaneamente. Delicada e reveladora, é perfeitamente acompanhada por um exuberante arranjo de cordas e um gracioso piano, conferindo à música um carácter intemporal. Noutro momento, encontramos um futuro clássico na sedutora e cinematográfica "Ouro", que é certamente uma das melhores canções de Rubel. Uma beleza sincera que se transforma numa batida com toques de hip-hop, capaz de tocar a alma. Esta pegada contemporânea mantém-se em "Azul, Bebé", uma canção com uma forte presença da bateria e a sonoridade característica dos samples de MPC da era dourada dos beatmakers.
Com este quarto álbum, Rubel consolida-se como um dos principais compositores e intérpretes da sua geração, trilhando um caminho rumo ao patamar de João Gilberto, Jorge Ben, Caetano Veloso e do cancioneiro clássico brasileiro. Conseguiu alcançar o raro equilíbrio entre agradar tanto ao público mainstream como ao underground num único e sublime movimento cinematográfico.
Edição limitada vinil dourado